Entenda as justificativas para o FIM do seguro DPVAT

O seguro DPVAT representa uma das maiores medidas de segurança para os motoristas, passageiros e pedestres e por isso, a sua extinção tem gerado bastante discussão entre os brasileiros. Mas o que poderia estar justificando o fim do seguro obrigatório? Leia o texto a seguir e fique por dentro:

O seguro para Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres é um dos recurso mais importantes para o motorista brasileiro, pois é responsável por gerar indenização em caso de acidente por uma contribuição mínima anual.

Este é um dos poucos seguros que contempla qualquer pessoa que se envolva em um situação do trânsito, desde o próprio motorista aos pedestres.

As categorias de indenização do DPVAT se dividem em despesas médicas e danos pessoais, podendo chegar a até R$13.500 em caso de falecimento da vítima, valor que deve ser pago aos parentes.

Como você pôde ver, o DPVAT é muito importante para quem não pode cumprir com um seguro privado e por isso, quem estava se preocupando com o pagamento do valor DPVAT 2020se deparou com a suspensão do mesmo.

O Presidente Jair Bolsonaro decretou a suspensão provisória do DPVAT, com o intuito de extinguí-lo completamente em pouco tempo. Mas o que poderia justificar essa ação?

Bem, de acordo com dados do Governo, o seguro DPVAT custa bilhões aos cofres públicos anualmente e os recentes gastos precisavam ser ampliados para modificar esses números.

O próprio Governo indicou uma despesa de R$ 8,9 bilhões em média. Entretanto, é interessante mencionar que todo esse valor não é passado diretamente para as vítimas.

O sistema revela que cerca de R$ 4,7 bilhões estão sendo destinados a administração dos recursos responsáveis pelo funcionamento do DPVAT.

O problema é que o sistema do seguro obrigatório está diretamente ligado ao Sistema único de Saúde (SUS), responsável por prestar atendimento às vítimas de acidente de trânsito.

Por isso, o corte estará atingindo diretamente também a verba do SUS, um sistema qaue já se encontrava em situação precária há algum tempo e tende a piorar depois deste corte.

Mas de acordo com os líderes, o sistema ainda será responsável por atender esse púbico, assim como por prestar atendimento nacional para qualquer brasileiro que possua cadastro no Sistema Único de Saúde.

A medida estará entrando em vigor em 2020, como declarou Jair Bolsonaro em nota, tendo assinado também o fim Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações, destinado a pessoas que lidam com esse tipo de serviço.